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Relato de Caso Páginas 150 a 153

Abscesso Cervical Pediátrico por MRSA Comunitário (Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina)

Autores: Pedro Geisel Santos1, Luiz Fernando Almeida Dos Santos2, Roberto Campos Meirelles3, Alan Chaves Pereira4, Marcela Martins Carvalho5

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Descritores: Abscesso; Staphylococcus aureus; Resistência a Meticilina.

RESUMO:
Introdução: O Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina (MRSA) é variante cuja incidência, crescente, o torna verdadeiro problema nas infecções hospitalares, principalmente nos pacientes imunocomprometidos. Apresentação do Caso: É apresentado caso de abscesso cervical por MRSA Comunitário em paciente pediátrico, tratado inicialmente com drenagem cirúrgica e antibioticoterapia endovenosa empírica com amoxicilina-ácido clavunânico. Após cinco dias, conforme cultura e antibiograma, optou-se por clindamicina, por 10 dias, com boa resposta e alta hospitalar após quinto dia, completada em regime domicilar. Discussão: A expressão do Gene mec A pelo MRSA resulta na produção da proteína PBP2a (penicillin binding protein), que diminui afinidade e ação das penicilinas na parede celular, inclusive da meticilina. Algumas cepas de MRSA produzem B-lactamases, a despeito de serem portadores do gene mec A, conferindo resistência à oxacilina. Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças, a mortalidade anual por infecções por MRSA nos Estados Unidos supera aquela causada por AIDS. A principal manifestação dos MRSA são abscessos. A forma comunitária é menos grave. O CA-MRSA possui espectro de sensibilidade maior em relação ao HA-MRSA, incluindo sulfas, tetraciclinas e clindamicina. HA-MRSA costuma ser resistente a estes antibióticos e sensível à vancomicina. Novas cepas de MRSA podem ter resistência intermediária à vancomicina (VISA). Respondem a drogas como: linezolida, rifampicina-ácido fusídico, rifampicina-fluoroquinolona, co-trimoxazol, doxiciclina e clindamicina. Considerações finais: A incidência de infecções por MRSA está crescendo nos últimos anos, tornando-se questão de saúde pública nos países desenvolvidos. A maioria dos casos decorre de cepas hospitalares e não comunitárias. A diferenciação entre ambas tem implicações terapêuticas.

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