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Artigo Original Páginas 79 a 85

Otospongiose - Resultado de Estapedotomias

Autores: Fernanda de Araújo Gomes1, Maria Helena de Araújo Melo2, Fernando Andreiuolo3, Fernando Sergio de Mello Portinho4

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Descritores: Otospongiose; Estapedotomia; Prótese; Limiar audiométrico.

RESUMO:
Introdução: A otospongiose é uma distrofia primária do metabolismo ósseo, caracterizada por osteodistrofia da cápsula óssea labiríntica e subseqüente anquilose da platina do estribo na janela oval. A anquilose estapedovestibular foi descrita pela primeira vez, por Toynbee em 1860. Somente em 1958, John Shea introduziu a cirurgia com o uso de próteses para o tratamento. Uma doença de etiologia obscura, mais comum no sexo feminino e na raça branca entre 30 e 40 anos de idade. Objetivos: Avaliar o resultado cirúrgico de estapedotomias, através da análise e comparação de limiares audiométricos pré e pós-operatórios. Material e Métodos: Estudo retrospectivo de cirurgias do estapédio realizadas em 2008 no Hospital Universitário Gaffreé e Guinle. Os resultados audiométricos foram analisados conforme orientação do Committee on Hearing and Equilibrium e através do Amsterdam Hearing Evaluation Plots, considerando a melhora de limiares de condução aérea, óssea, gap aéreo-ósseo e IRF. Resultados: Foram incluídos 6 pacientes, média de 48 anos, 4 do sexo feminino e 5 caucasianos. Foi realizado estapedotomia, sob anestesia local e utilizando a prótese de titânio de 0,4 mm. A taxa de insucesso foi de 33,3%. Conclusão: Os ganhos de audição pós-operatórios considerados como sucesso cirúrgico, foram inferiores aos publicados na literatura por cirurgiões experientes.

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